GPS – Mapas – Aplicações de navegação : a confusão

Written by Sylvain JM Desmoulière on 08/09/2016 Categories: Mapas, Seascape

Nesse artigo, cujo público é menos da área da geomática que para usuários de sistemas de posicionamento e mapas, inicio uma serie sobre a navegação «digital» especialmente marítima.

Apesar de (poder) ser usados em conjuntos indissociável,  para acompanhar uma navegação tanto marítima como terrestre, o dito «GPS» é sempre, no mínimo, a combinação de três elementos.

1/ Primeiro um «modulo» GPS que associado a uma antena recebe e trata o sinal GPS e/ou de outros provedores de sinal. É uma peça pequena que gera um fluxo de dados, geralmente em «linguagem» normalizado pela NMEA para o material de uso marítimo.

2/ Esse fluxo é recebido por uma aplicação de navegação que pode ter um display das coordenadas, eventualmente calcula a velocidade, a direção usando a serie de pontos que mandou o modulo GPS. Se a direção do vento é conhecida (ainda melhor se têm também o fluxo de correnteza)  pode calcular as polares do veleiro, o VMG, etc. Essa aplicação pode desenhar uma linha que junta todos os pontos recebido do modulo GPS.

3/ Se a aplicação dispõe de um mapa da área, pode desenhar a linha superposta ao mapa da região.

São 3 processos interligados mas independentes.

Em consequência perguntar «como seu GPS funciona quando esta no alto mar e que não têm sinal de celular ?» mostra uma confusão entre «ter mapa e ter um receptor de sinal GPS». Com uma aplicação ad-hoc e o mapeamento da região armazenado, uma conexão de dados e desnecessária.

Origem da confusão

São várias. Primeiro por questões de copyright  ModuloGPS+Aplicação+Mapas são vendido juntos. Os mapas são encriptados para serem protegidos contra a copia,  e a empresa vende junto o modulo GPS e a aplicação que controla a liberação dos mapas.

Outra confusão vem de telefones celulares onde o sinal GSM pode ser usado quando ativa o modulo GPS para ter um primeiro posicionamento aproxinativo que acelera a escolhe dos sinais GPS de 3 satélites da constelação presente acima do horizonte do local aproximativo. Ademais, quando alguns telefones não tinham modulo GPS, os sinais de GSM eram usado para calcular uma posição aproximativa (por exemplo para definir que cidade usar para dar dados, como previsões meteorológicas). Hoje os pontos de WIFI da redondeza são usado para posicionar com uma excelente precisão, sem nem sequer usar o modulo GPS. Chegamos numa situação absurda onde se acha que o GPS nos situa em tal praça quando nenhum GPS foi usado. Somente um calculo com sinais WIFI, uma aplicação e mapas.

A ultima confusão vêm do uso de mapas online, baixado em tempo real pelo 3G, 4G, 5G com Googlemap, mapquest, Openstreetmap, etc. Na ausência de rede de dados, não é que não têm posicionamento com uso do modulo GPS, mas, sem mapa, essa posição apesar de ser conhecida em latitude e longitude se posiciona numa folha branca.

Em conclusão, basta ter os mapas armazenados (e a aplicação ad-hoc) para se posicionar num mapa, mesmo na ausência de rede de dados.

Problemas gerados pelos «GPS todos em um» (GPS, aplicação, mapas)

O problema disso tudo é que raramente juntasse um excelente modulo GPS com uma aplicação de navegação potente e um mapeamento recente e detalhado. Quando a Marinha do Brasil, OpenStreetMap, OpenSeaMap, etc disponibilizam mapas livremente temos uma oportunidade de se liberar de um sistema fechado e escolher a aplicação (e o modulo GPS quando isso têm um sentido).

Modulo GPS

Como é vendido com peça DIY. Fonte : dx.com

Como é vendido com peça DIY em dx.com

Como é vendido com peça DIY. Fonte : dx.com

BU-353S4 fonte : dx.com

GlobalSat BU-353S4 USB GPS Receiver fonte : dx.com

GPS USB Receiver Dongle Fonte : por dx.com

Módulos de GPS de qualidade existem, tanto na forma de placas eletrotécnicas a inserir num projeto DIY como na forma de periféricos USB (anteriormente serie).

 

 

 

Mapas

A fontes de dados geográficos são de uma grande diversidade, cada pais ou estado tendo desenvolvido com níveis heterogêneos de sucesso programas de mapeamento. Além disso, observasse desde os anos 1990 uma explosão de fontes de dados geográficos com imagens de satélite e o uso comum do GPS. Á institutos nacionais geográficos (IBGE no Brasil, IGN na França…) se agregaram empresas privadas como (Google : GoogloMap, GoogleEarth ; Mappy, TomTom…) e iniciativas colaborativas (OpenStreetMap).

Do lado marítimo da mesma forma institutos nacionais foram produtores históricos de mapeamentos marítimos,  hoje complementado por emprases privadas e iniciativas colaborativas (OpenSeaMap). Uma grande diferença é que a base cartográfica ficou a base histórica realizada pelos institutos nacionais que ainda ficam á origem das constante atualizações. Os atores privados ou associação desse atores são essencialmente compiladores, «agregadores» de dados públicos (com tentativas de recuperar e se apropriar dados dos usuários).

Aplicação

Uma vez que um fluxo de informações de posicionamento é gerado pelo modulo GPS inumeráveis aplicações podem ser usado. Basta a aplicação entender a linguagem do modulo GPS e, no caso seja necessário, poder visualizar mapas da área percorrida.

Exemplos

Num telefone celular, o googlemap posiciona sua localização em sobreposição de um mapa da google.com. A partir da localização apresenta informações sobre a vizinhança e no caso um ponto de chegado seja informado um trajeto é proposto. Informações como sua velocidade ou as características geológicas do local não são acessível dentro da aplicação. E não têm como adicionar outra base cartográfica. Atua como um leito de DVD que oferece um único filme. Ademais gravar um trajeto, por exemplo para mandar para alguém um percurso evitando áreas alagadas ou perigosas é impossível. O mais que pode é mandar o percurso calculado pelo googlemap.Navionics

A empresa Navionics, oferece mapas e um sofware de navegação marítima para uso em tablet Android (~8 pol ou mais). O usuário «aluga» os mapas que pode baixar por região e beneficia das atualizações por um período de um ano. Depois permanece com o que baixou. Essa contribuição anual á atualização do mapeamento é interessante por ser de um custo muito acessível, e no caso do Brasil tem uma cobertura superior aos mapas BSBKAP da Marinha (09/2016). A aplicação sofre também de limitações : visualiza exclusivamente os mapas náuticos compilados pela Navionics, presenta informações sobre a velocidade da embarcação (a modalidade do calculo no é conhecida), grava o percurso sem nenhuma informação adicional. Exportar esse percursos sofre também de limitações ergonômicas que praticamente impossibilitam seu uso. A possibilidade de visualizar telhas de bingmap OpenStreetMap vieram acrescentar um certa melhoria á baixissima interoperabilidade o que melhorou o entendimento do espaço geográfico.

Em geral os conjuntos aplicação+mapa são optimizados pela simplicidade.

OpenCPN em Android

OpenCPN em Android

OpenCPN é uma aplicação livre de navegação para uso marítimo. Aceita mapas em formatos raster como BSB/KAP verso 1,2 e 3 (inclusive mapas da Marinha brasileira) ou vetorial como CM93 Versão 2 mais outros formatos protegidos com uso de plugins que geram o copyright. OpenCPN oferece possibilidades elaboradas de calculo de rotas, armazenamento de percurso com amplos detalhes e de forma geral uma capacidade de trocar informações com outras aplicações o que estende as possibilidades ao infinito. Em si mesmo aceita plugins que possibilitam a inclusão de arquivos meteorológico grib, estatísticas de ventos, radares, AIS, jornal de bordo, etc. Em OpenCPN a independência entre acervo de mapas e a aplicação é completa.

OsmAnd

OsmAnd

OsmAnd (OpenStreetMap Androide) é umà aplicação livre de navegação marítima para Android  para telefone ou tablet. Aceita como mapas tanto mapas armazenadas (por exemplo o território Brasileiro em OpenStreetMap) como mapas baixados por quadrados «telhas» (quando têm rede de dados acessível). Visualizar telhas faz se como camada de baixo ou de cima da camada principal armazenada. Podem ser mais o menos transparente para optimizar a lisibilidade. Essas telhas podem ser Microsoft Earth, Microsoft Maps, Microsoft Hybride, Wikimapia, e outros, inclusive mapas especializados restritos a um território. Vale ressaltar que  GoogleEarth e GoogleMaps não estão na lista. OsmAnd possibilita a visualização de informações como velocidade, percurso realizado, como a exportação do seus percurso num formato aberto. Acervo de mapas e aplicação são independente, mesmo se para facilitar a integração OsmAnd compila previamente os mapas a ser armazenada.

 

 

 Breve síntese

Devido ao grande número de usuários, ao risco moderado de disponibilizar dados errados, os dados geográficos terrestre são abondante. A disponibilidade de dados geográficos de varias fontes, interoperáveis e de livre acesso contribuirá a melhorar os sistemas e os serviços aos usuários. A captação dos usuários em aplicações fechadas e dos dados que os usuários geram com seu consentimento inconsciente  não contribua á criar um acervo evolutivo com aplicações diversas para todos os usos. A mistura linguística entre um receptor de sinal de satélite e um acervo de dados geográfico revela a confusão que esse artigo tenta esclarecer.

A complexidade da atualização do mapeamento náutico, os cuidados que exige, impor hoje uma colaboração de todos : voluntários, empresas, governos, sem que ninguém se apropria indevidamente o trabalho de outros. Não é contraditório com a riqueza da diversidade das fontes e dos atores. As aplicações fechadas com baixa interoperabilidade tendem a reinventar a roda, captar seus usuários e criar monopólios. Suas contribuições são poucas.

 

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Ilha de calor urbana e calor antropogênico

Written by Sylvain JM Desmoulière on 25/10/2012 Categories: Method, Urbanscape Tags: , ,

Os cidadãos de Manaus sofrem do aumento constante da frota de veículos motorizados não somente nos engarrafamentos: automóveis e veículos contribuem para a criação e a emissão de calor antropogênico

O total de calor emitido pelos veículos quando permanecem engarrafados dentro de cânions urbanos mal ventilados, situação comum em Manaus onde o vento é fraco a maioria do tempo, aumenta consideravelmente o desconforto térmico.

9h45 42ºC Ônibus sem climatização.

Dados do Departamento Nacional De Trânsito permitem de acompanhar mensalmente os desastres consequente de um sistema de transporte publico inconfortável (insuportável). Em 2012, com 1800 emplacamentos de automóveis e camionetes por mês e quase 1000 motos, as perspectivas de reverter uma evolução tão cara por cada um, como prejudicial para o conforto de todos são mínimas. Com um custo individual altíssimo se cria um ambiente insuportável.

Numero em Janeiro 2012 Numero em agosto 2012 Aumento em % Aumento em numero no período Aumento por mês (7 meses)
Automóvel 274120 284430 3,76 10310 1472,86
Bonde 0 0 0
Caminhão 15735 15988 1,61 253 36,14
Caminhão Trator 2283 2348 2,85 65 9,29
Caminhonete 56427 58718 4,06 2291 327,29
Camioneta 20622 21497 4,24 875 125,00
Chassi Plataf 37 37 0,00 0
Ciclomotor 602 884 46,84 282 40,29
Micro-ônibus 2629 2727 3,73 98 14,00
Motocicleta 97372 103719 6,52 6347 906,71
Motoneta 9818 10260 4,50 442 63,14
Ônibus 6933 7285 5,08 352 50,29
Quadriciclo 0 0 0,00 0 0,00
Reboque 1778 1845 3,77 67 9,57
Semirreboque 10360 10823 4,47 463 66,14
Side-Car 6 6 0,00 0 0,00
Outros 64 65 1,56 1 0,14
Trator Estei 0 0 0,00 0
Trator Rodas 51 50 -1,96 -1 -0,14
Triciclo 262 323 23,28 61 8,71
Utilitário 3024 3333 10,22 309 44,14
TOTAL 502123 524338 4,42 22215 3173,57

Fonte: adaptado de http://www.denatran.gov.br/frota.htm

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Representar os transportes fluviais na Amazônia

Written by Sylvain JM Desmoulière on 05/10/2012 Categories: Landscape, Mapas, Method Tags: 

No fim dos anos 2000 nos tentamos montar uma base de dados (tipo relacional, com dados espaciais) para modelizar os transportes na Amazônia. Basicamente, viajando do ponto A a o ponto B, o sistema informava de  quando se podia viajar, de onde sair e quanto tempo ia demorar.
Elaborado inicialmente com o modelo mais simples do transporte aéreo, os dados poucos disponíveis dos transportes fluviais foram  levantamento nos portos da cidade de Manaus, e por telefone, anotando os dias, horas de saída, duração e paradas ao longo de percurso. Tomava em conta a realidade dos transportes na região.
O sistema estava abstrato: não tinia visualização elaborada ; mas podia informar de como sair de um porto menor do Rio Solimões tomando em consideração as etapas intermediarias dos barcos transitando entre portos maiores, calculando os tempos de percursos e/ou os horários previstos.

Os resultados do trabalho sobre o transporte aéreo realizado por Osmar Fabricio Souza Martins, bolsista Pibic do INPA, deu uma banner na reunião nacional do SBPC de Manaus.

O sistema do transporte fluvial nunca foi finalizado através de uma pagina internet permitindo de lançar uma consulta.

Hoje os transportes são mais regulares, pois, os transportes rápidos “a jato” funcionam com horários fixos. Extensas listas de telefones permitem de ter acesso a totalidade dos horários de empresas transportadoras.

Porem ainda existem áreas da Amazônia isoladas sem acesso regular e sem informação sobre seu acesso. O seja existem somente, e não sempre, nos locais mesmos, pessoas que sabem como acessar a um determinado ponto. Tratasse neste caso  de barcos de pequeno porte: voadeira, lanchas e pequenos “recreios”. Essa memória é parcialmente levantada, e é praticamente inacessível. Seus usuários são evidentemente muitos menos numerosos que os dos transportes públicos, porem além dos moradores dos locais isolados, serviços dos estados podem precisar de planificar tomando em consideração as realidades dos tempos de percursos: para organizar a distribuição de escolas, de postos de saúde, para intervir da maneira mais eficiente em caso de epidemias, de problemas de segurança do território, de desastres em geral.

Recentemente esteve acessando ao plano de gestão do parque nacional da Guiana Francesa onde aparecia uma representação dos transportes que acho interessante como base de trabalho para as áreas isoladas da amazônia.
O mapa, representa os tempos de transportes de voadeira subindo e descendo nas águas altas e na vazante. Tomado a informação como base os usuários podem fazer uma estimativa do tempo de percurso considerando a carga, o motor e o barco.

Mapa de mobilidade no Parque National de Guyane. Copyright Parque National de Guyane, documento do plano de gestão.

O uso extenso desse tipo de representação cartográfica, na época dos SIG, pode parecer ultrapassado, porem, na época dos sistemas complicados, tão complicados que ninguém consegue depois os alimentar em informações, a volta ao papel e lápis coloridos é provavelmente a solução mais radicalmente eficiente para coletar e armazenar informações deste tipo. Depois, quando têm tempo… pode-se chamar postgreSQL/PostGIS.

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Manaus & dados do Censo IBGE 2010

Written by Sylvain JM Desmoulière on 30/03/2012 Categories: Mapas, Urbanscape Tags: ,

Desde novembro de 2010 o IBGE disponibiliza pouco a pouco o dados do censo de 2010.

Querendo comparar variáveis de renda en 2000 e 2010 para um trabalho em “Abordagem Ecossistêmica em Saúde” sobre a cidade de Manaus fiquei navegando no site do censo de 2010 do IBGE a procura dos dados de renda por pessoa por setores censitário.

Em relação a 2000, o “hotsite” do IBGE par o censo de 2010 faz um uso do webmapping, permitindo a exploração da variáveis pouco a pouco liberadas.

Censo 2010 / IBGE: renda

Censo 2010 / IBGE: sinopse

No servidor ftp encontrasse arquivo “Base_informacoes_setores2010_sinopse_AM”.

Contem dois arquivos xls:

  • Descrição_AM.xls: a descrição dos setores
  • Base_informacoes_setores2010_sinopse_AM.xls: tabela com 143 variáveis (V001 a V143)
  • Documentação.pdf

A identificação das variáveisV001 a V143 esta no arquivo pdf. A Documentação do Arquivo do censo de 2000 (publicado em 2003) contem todas as variáveis de 2000. Não tem correspondência entre as variáveis dos dois censo.

 

A malha de setores censitários esta disponíveis, o link do site do IBGE chega num err404 mas subir na URL presenta a lista certa e o link dos shapefiles para o Amazonas: ftp://geoftp.ibge.gov.br/malhas_digitais/censo_2010/setores_censitarios/am.zip

Shapefile Manaus censo 2010.

Os questionários básico e amostral são disponíveis em pdf.
O simplificado consta com uma questão sobre a renda, mas apesar do dados do universo ser “disponíveis” não foi liberada a variável “V0623” do censo de 2000 “Total do rendimento nominal mensal das pessoas responsáveis por domicílios particulares permanentes” o que impossibilita o calculo da renda media por pessoa no setores.

Porem, dados por Bairros do universo são disponíveis num arquivo, nesta pasta do servidor ftp:

ftp://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2010/Resultados_do_Universo/Municipios/ (Que parece ser a base de : http://www.sidra.ibge.gov.br/cd/cd2010universo.asp?o=5&i=P)

Em cada arquivo xls, uma segunda parte corresponde a agregações por bairros.

Censo IBGE 2010 / Dados por bairros / Renda

Os dados disponibilizados relacionado a renda são (segundo as mesorregiões, microrregiões, os municípios, os distritos, os subdistritos e os bairros – Amazonas – 2010):

  • Tabela 4.3.7.1 – Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por classes de rendimento nominal mensal.
  • Tabela 4.3.7.2 – Valor do rendimento nominal mediano mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade, total e com rendimento, por sexo.
  • Tabela 4.3.7.3 – Valor do rendimento nominal mediano mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade, total e com rendimento, por situação do domicilio.
  • Tabela 4.3.7.4 – Domicílios particulares permanentes, por classes de rendimento nominal mensal domiciliar.
  • Tabela 4.3.7.5 – Valor do rendimento nominal mediano mensal dos domicílios particulares permanentes, total e com rendimento domiciliar, por situação do domicilio.
  • Tabela 4.3.7.6 – Domicílios particulares permanentes, por classes de rendimento nominal mensal domiciliar per capita.

Dados brutos (salario médio por pessoa) não são presente, mas um “perfil” econômico dos manauara começa ser mapeável. Se Manaus não fosse uma cidade com bairros de dimensão tão diferente (Morro da Liberdade vs Tarumã) daria para produzir um mapa de distribuição de renda por cada bairro usando as tabelas por classe.

O dados que mais se aproxima com a renda media (em salario minimo) por morador do domicilio (Calculado em 2000 com: (V0623/V1330)/Salario Minimo) e o rendimento nominal mediano mensal da tabela 4.3.7.2. Da conta da renda possível, mesmo ficando dividido num numero desconhecido de moradores.

Uma nota informa que “Os dados de rendimento são preliminares”.

A planificação de divulgação dos resultados, consta as previsões de liberação de dados para 2012. Os dados a ser produzido são da amostra.

Fica a possibilidade de construir consultas com variáveis escolhidas usando SIDRA.

Em conclusão onde encontrar o descritivo das variáveis V001 a V154 da Base_informacoes_setores2010_sinopse_ ???

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Mapa de ilha de calor de Manaus: material e método

Written by Sylvain JM Desmoulière on 25/09/2011 Categories: Mapas, Method, Tutoriais, Urbanscape Tags: , , ,

Esse artigo descreve mais detalhadamente o material e método usado na realização do mapa da Ilha de calor de Manaus publicado na secção Mapa da vez da revista FOSSGIS Brasil n3.

Estou terminando redigir, sejam paciente…

LOCATION e REGION sâo usados no seus sentidos no GRASS-GIS

A imagem Landsat5 é baixada do INPE-DGI. Com os objetivos de tratamento é importante que não apresenta nuvens densas acima da área urbana e nuvens difusas (tipo rachaduras de cirrus). Os primeiros mostram valores alteradas inclusive nas áreas de controle e os segundo serão areas sem informação sobre a Temperatura de superficie na cidade.

Em GRASS-GIS: importação das bandas Landsat5, calculo de temperatura de superfície e georreferenciamento.

Criação de uma LOCATION temporária baseada numa banda de resolução 30m, e importação das bandas 1 a 7.

Calculo da temperatura de superficie. GRASS têm uma função (i.landsat.toar) por isso. Mas usei a sequencia de Markus Neteler and Helena Mitasova (capitulo 9.4.3 p. 228 “Application: Deriving a surface temperature map from thermal channel” na segunda ediçâo  (2004) , Open Source GIS: A GRASS GIS Approach. (permanece na terceira edição, p.300).

r.mapcalc “Ls5_201108_B6rad=0.0551584*LANDSAT_5_TM_20110831_231_062_L2_BAND6+1.2378”
r.mapcalc “Ls5_201108_B6K=1260.56 /(log (607.76/ Ls5_201108_B6rad@PERMANENT + 1.))”
r.mapcalc “Ls5_201108_B6C=Ls5_201108_B6K@PERMANENT – 273.15”

Com as bandas 1,4 e 7 e r.composite se realiza uma composição colorida.

O conjunto de camadas (bandas 1 a 7, banda de temperatura de superfície, composição) e agrupado num GROUP (Imagery > Create images and group s> Criate group).

Numa LOCATION com datum e projeção ad-hoc da sua área de trabalho, se usa Arquivo > georeferenciar para iniciar a ferramenta de georeferenciamento. Prestar atenção às bordas e a resolução da  REGION.  Uma opçâo permite de restringir a area georreferenciada à área da REGION e dessa forma recorta a imagem na área de trabalho.  No mapa apresentado sobre Manaus, a região abrange a cidade mais as áreas de controle. A resolução é de 30m no momento da importação/georreferenciamento. O Geocoding e de 2d ordem, com o método nearest, (o RMS de 23m, sendo que fora da área urbanizada os pontos de referencia são difficile de encontrar devido a própria configuração do tereno: floresta, floresta, floresta,..). Como referencia dentro da área urbana se usou indiretamente camadas de OpenStreetMap. A composição colorida 1,4,7 é usada para o encontro de GCP na imagem Landsat5.

A camada de Temperatura de superfície é exportada em geoTiff (opção Float32 para guardar os valores decimais de temperatura).

Em SAGA: Calculo da temperatura regional de superficie

Importar a camada de temperatura (Module > Files > GDAL/OGR > GDAL:Import Raster)

Importar as áreas periféricas de calibração. Manaus sendo uma ilha urbanizada no meio de áreas florestadas, foram escolhida 8 áreas  (fazem 10517 pixeis de 30m) em locais inalterados.

Se usa a funçâo “Shape > Grid > Grid statistics for polygones” para calcular a temperatura media em cada area de controle. A media desses e a estimativa da temperatura de superfície regional.

Em GRASS-GIS: calculo de uma camada de temperaturas relativas de superfície

A função mapcalc é usada para diminuir os valores da temperatura de superfície regional. Para produzir uma camada de temperatura de superfície relativa. E novamente exportada em GeoTiff.

Com qGIS, PostgrSQL/PostGIS: preparação de uma camada valida de bairros.

Precisa-se de uma camada de bairros de forma a calcular os bairros com maior temperatura de superfície. Outros unidades espaciais de referencia podem ser usada, como zonas, UDH (Unidade de Desenvolvimento Humano), ou qualquer outro recorte espacial relevante.

Para os bairros, uma verificação de geometria é necessária. No caso de Manaus, foi usado o shapefile de setores censitários urbanos de Manaus do IBGE. O próprio formato shapefile individualiza o delineamento de cada polígono que podem ser disjuntos ou sobrepostos, sem que seja visível, o que gera valores calculadas erradas quando cruzado com um Raster. O processo de limpeza usou qGIS e PostgreSQL/PostGIS que armazena nosso banco de dado vetorial da cidade.

Para essa limpeza usamos o plugin ftools de qGIS e a funçâo: Vetores>Ferramenta de geometria> Verificar a validade da geometria. Cada setor censitário identificado com problema foi verificado e manualmente corregido usando o descritivo (em pdf) do setor.

PostgrSQL/PostGIS: uma funçâo de agrupamento baseado numa parte do ID do setor é usado para criar a camada de bairros.

E exportada em shapefile (esta vez perfeito!) e importada em SAGA.

Em SAGA: calculo da temperatura de superfície relativa por bairro

Importação da camada de temperatura relativa de superficie

A camada de bairros é importada.

Mesmo procedimento que anteriormente para calcular media, mas estavez com a opçâo “quartil” para calcular o Q75.

Exportação em shapefile do mapa de bairros com informaçâoes de quartis da temperatura de superficie

Em GRASS: export da camada vetorial de pontos com valores de temperatura de superfície relativa

A REGION é configurada com pixeis de 120m, conforma a resoluçâo da banda Landsat6.

A função r.to.vect (Arquivos>Conversâo de camadas e volumes>Matricial para vetorial) é usada com tipo “point” para criar uma camada de pontos, centroides de cada pixel de 120m, com o atributo de valor de temperatura relativa.

E exportado em shapefiles.

Em qGIS: calculo de uma camada interpolada de temperatura de superficie relativa

Importação do shapefile da camada vetorial de pontos no qGIS. Plugin Extençâo de interpolaçâo.

Se usou a configuração padrão, somente definindo a resolução do raster produzido: sendo que o input é baseado numa resolução de 120m, querendo um output de 10m, multipliquei os números de pixeis vertical e horizontal por 12.

Em qGIS: mapa e legenda

Uso a estrategia: o que é georreferenciado é produzido numa aplicação SIG, o resto numa aplicação de desenho vetorial (Inkscape) ou raster (gimp)

O mapa contem dois elementos:

  1. o desenho dos bairros, com identificado em rachaduras os bairros com maiores quartil75
  2. o raster de temperatura de superficie interpolada

Não têm nada especial na composição com o bairros e a legenda é realizada no “compositor”.

Dois plugins sâo usados para a aparencia e a legenda do raster de temperatura de superficie calibrado.

One band colour table permite de atribuir uma gama de cor a um raster.

Colour Scale Barre (experimental) permite de produzir uma legenda. Como estipulado pelo autor do plugin, nâo pretende ofereer uma saida optimal de uma vez. Vârios teste sâo necessario. Usuario de unix/linux, o txt produzido pelo One band colour table é com final de letra unix e têm que ser aberto num editor de texto e gravado com fin de linha windows para funcionar no Colour scale Barre. as cifras na legenda têm que ser verificados com a realidade (obrigado Felipe!) (sera que é problema de “,” ou “. ” ?).

Final com GIMP e Inkscape.

Os diferentes elementos das imagens (principal, segundaria, e legenda do raster) sâo finalizado em GIMP, sempre com a ideia do tamanho final e dos 300dpi.  Um inch=2,54cm e precisa de 300 pixeis.

Tudos os elementos e a legenda sâo reunidos com Inkscape e exportado em png/300 dpi.

 

FAQ:

P: Porque nâo calcular as temperaturas na LOCATION definitiva, depois do georeferenciamento ?

R: O georreferenciamento, dependendo do método usado, reatribui os valores de DN de cada pixeis. Esses valores recalculadas não são diretamente o valores dada pelo censor. Derivando a temperatura de superfície a partir dos valores DN original, garantia uma aplicação direta do calculo sobre o valor pelo qual foi criado.

P: Porque usar SAGA para calcular as estatisticas de poligonos

R: Em GRASS 6 esse calculo é (ou estava) muito longo, por um motivo que esqueci. Toma menos de um segundo em SAGA.

 

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